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Financial English | O fim do Silicon Valley Bank

Confira este artigo que nos ajuda a desvendar como os bancos funcionam e como o FDIC ajuda a criar estabilidade no sistema financeiro americano



Legenda: O que é uma corrida bancária?// Bancos// Risco elevado de falência// Deterioração da posição no mercado// Obrigam clientes a sacar seus depósitos// Corrida bancária// Leva à escassez de fundos e à insolvência do banco. Fonte: wallstreetmojo.com



Panorama geral


O maior ativo dos bancos é a confiança dos clientes em sua liquidez. Uma corrida bancária é a consequência da quebra dessa confiança.


Com a movimentação do mercado em torno da falência ou não do Silicon Valley Bank, é bom relembrar o que causa esse tipo de evento e o que esperar dos próximos dias.


Em essência, os bancos são facilitadores que captam dinheiro dos depositantes a uma taxa de juros mais baixa (poupança) e emprestam a uma taxa de juros mais alta (empréstimo). Embora este modelo de negócios seja lucrativo, os bancos podem falir se muitos correntistas sacarem seus fundos de uma só vez. O estabelecimento do FDIC em 1933 teve um impacto significativo na prevenção de corridas bancárias ao segurar depósitos de até US$ 2.500 por conta.


Para explorar como os bancos funcionam e o papel da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) na prevenção da corrida bancária, trazemos uma tradução bicolunada de artigo do colunista Ben Thompson, especialista na dinâmica dos mercados de tecnologia, sobre o tema.


O artigo nos ajuda a desvendar como os bancos funcionam e como o FDIC ajuda a criar estabilidade no sistema financeiro americano.


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O fim do Silicon Valley Bank

​English

Português

​The End of Silicon Valley (Bank)

​O fim do Silicon Valley Bank

​Banks are, at their core, facilitators: depositors lend their money to a bank, for which they are paid interest, and banks lend that money out, again for interest. A bank is profitable if the interest rate they charge for loans is greater than the interest rate they pay to depositors. Banks achieve this by leveraging time: depositors earn a lower interest rate in exchange for being able to withdraw their money at any time; loans earn higher interest rates, but take years to pay back. The reason this works is because a bank ideally has a diverse set of depositors, whose funds come and go on an individual account basis, but on an aggregate basis are steady; this provides the stability for those long-term loans.

​Bancos são, em essência, facilitadores: os depositantes emprestam seu dinheiro a um banco, pelo qual recebem juros, e os bancos emprestam esse dinheiro, a juros também. Um banco é lucrativo se a taxa de juros que cobram pelos empréstimos for maior do que a taxa de juros que pagam aos depositantes. Os bancos conseguem isso tirando proveito do tempo: os depositantes ganham uma taxa de juros mais baixa em troca de poderem retirar seu dinheiro a qualquer momento; os empréstimos ganham taxas de juros mais altas, mas levam anos para serem pagos de volta. Isto funciona porque, idealmente, um banco tem um conjunto diversificado de depositantes, cujos fundos vão e vêm em contas individuais, mas que, no agregado, se mantêm estáveis. Essa dinâmica dá estabilidade aos empréstimos de longo prazo.

​A common failure mode for banks is a bank run: a bank does not have sufficient assets to pay back all of its depositors at once, because those assets have been distributed elsewhere as loans. Unfortunately a bank run can become a self-fulfilling prophecy: if depositors fear that a bank is running out of liquid assets, then the rational response is to quickly pull their funds, which makes the problem worse. Moreover, bank runs can be contagious: if depositors hear about a bank run at another bank, they may start to question the safety of their deposits in their own bank, starting another run.

​Uma forma comum de falência dos bancos é a corrida bancária: um banco não tem ativos suficientes para pagar todos os seus depositantes de uma só vez, porque esses ativos foram distribuídos em outro lugar sob a forma de empréstimo. Infelizmente, uma corrida bancária pode se tornar uma profecia auto-realizável: se os depositantes desconfiam que um banco esteja ficando sem ativos líquidos, então a resposta racional é sacar rapidamente seus fundos, o que agrava o problema. Além disso, corridas bancárias podem ser contagiosas: se os depositantes ouvirem falar de uma corrida a outro banco, podem começar a questionar a segurança de seus depósitos em seu próprio banco, iniciando outra corrida.

​This is what happened in the Great Depression: 650 banks failed in 1929, and more than 1,300 in 1930; over 9,000 banks would fail in total. What ultimately stopped the contagion was the establishment of the Federal Deposit Insurance Corporation in 1933: the FDIC, which was funded by member banks, insured $2,500 per account; even if a bank went out of business depositors would get their money back.

​Foi o que aconteceu na Grande Depressão: 650 bancos faliram em 1929, e mais de 1.300 em 1930; no total, mais de 9.000 bancos viriam à falência. O que acabou impediu o contágio foi a criação da Federal Deposit Insurance Corporation em 1933: o FDIC, que era financiado pelos bancos-membros, segurava US$ 2.500 por conta; mesmo que um banco falisse, os depositantes receberiam seu dinheiro de volta.

​The impact of this insurance was less about what was paid out and more about its existence: the idea — and effect — was to stop bank runs before they even started, because depositors didn’t need to worry that they would lose their money. In this the FDIC actually protected bank accounts that exceeded the insurance limit as well, because the best way to not lose money was to put it in a bank that didn’t fail.

​O impacto do seguro do FDIC teve menos a ver com os pagamentos realizados e mais a ver com sua existência em si: a idéia - e o efeito - foi interromper as corridas bancárias antes mesmo de que elas começassem, porque os depositantes não precisavam se preocupar se perderiam seu dinheiro ou não. Nesse ponto, o FDIC protegeu inclusive as contas bancárias que excediam o limite do seguro, porque a melhor forma de não perder dinheiro era colocá-lo em um banco que não fosse à falência.





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