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  • Foto do escritorHugo Crema

É possível desenvolver tecnologia sem falar inglês?

Tendo a pensar que sim quando vejo empresas resolvendo problemas unicamente brasileiros



Visão geral


Na excelente newsletter Rest of World, Alex González Ormerod analisa a baixa representatividade do espanhol para treinamento de IA, além do uso do inglês por empresas mexicanas como forma de driblar obrigações regulatórias e legais. Para o autor, a forma híbrida entre inglês e espanhol, o Spanglish, seria um entrave à valorização do espanhol no mundo da tecnologia.


Isso me fez pensar no português. Sendo professor de inglês por mais de uma década, eu vi alunos buscando oportunidades em empresas que exigiam o inglês como requisito pro forma, sem que houvesse clientes estrangeiros ou mesmo rotinas em inglês. Também tive contato com várias formas híbridas português-inglês, como o português gamer, o vocabulário antitruste e o vocabulário de moda.


Há quem diga que falar call, job, mindset, é uma forma de exclusão social. Meu argumento não é por aí. Talvez seja menos uma questão de nós X eles e mais uma questão construtiva, de valorização do português em si, da sua lógica gramatical e da sua beleza, sem recair em arcaísmos e beletrismos.


Quanto ao desenvolvimento de tecnologia em línguas que não sejam o inglês, não sei. Paulo Leminski dizia que “em termos planetários, escrever em português e ficar calado é mais ou menos a mesma coisa”. Tendo a discordar quando vejo empresas resolvendo problemas unicamente brasileiros, como bancarização, acesso ao crédito, segurança da informação, redução de burocracia, aumento da transparência, dentre outros.


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